But okay

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Sentada à mesa de jantar vejo os lugares vazios a sua volta.
Olho para a direita e esquerda, e não vejo ninguem. Um sentimento de solidão me abala quando vejo o relégio e passou das 20hrs, novamente iria jantar sozinha.
Pego meu garfo e lanço uma ultima olhada pra porta, eu sabia que ela não iria se abrir, toda noite é assim.
Eu jantava, sozinha, escutando o garfo bater no prato e minha mastigação preguiçosa, meu olhar perdido, embaçado, em algum ponto desinteressante.
Nada acontecia, tampouco mudava naquela cena tão comum que eu vivia, toda noite era assim.
Levantei-me no final, tirei a mesa, agradeci minha própria compania e dei boa noite ao meu silêncio, mas tudo bem, sempre era assim.
Fui dormir num comôdo grande, onde tudo era grande e o vácuo preenchia todo aquele espaço.
Acordei e disse bom dia ao meu eterno silêncio, meu único companheiro. Levantei-me, fiz minha higiêni diária e dirigi-me a cozinha.
Meus passos ecoavam nas paredes e meu estupor não diminuia com tal barulho.
Fazia movimentos maquinalmente, tudo como sempre. O café da manhã era assim, sozinha, como no jantar e na hora de dormir.
Meu dia passou-se vagarosamente, aquela dor incessante no peito, aquele sentimento angustiante e o sofrimento pela solidão. Sim, tudo continuava normal, igual.
Tudo era tão rotina que não me assustei ao estar ali novamente, sentada à mesa de jantar com os lugares vazios a minha volta.
E eu ainda não entendia porque esperava a porta se abrir, se nunca chegaram nem perto de toca-lá.
O mesmo sentimento de solidão, a mesma olhadela no rológio: 20hrs. Novamente iria jantar sozinha.
Mas tudo bem, era normal.

And why all this?

sábado, 21 de agosto de 2010

Uma risada ao fundo, passos apressados e uma sensação estranha de estar sendo seguida.
-Quem está ai?
Uma típica cena de filme, um jeito tolo de sentir medo e algo de irônico. Todos sabem que ninguém vai responder.
Uma massa escura, um singelo sorriso torto, calafrios arrepiantes e...
-Uma saída!
... Uma esperança mórbida de fugir dali com êxito. Como se todos já não soubessem que era só a entrada para algo pior. Passos que não eram seus, um desespero maior que o de antes, uma corrida que parecia não ter fim; um fim que não existia.
-Droga, está trancada. O que vou fazer agora?
As paredes pareciam encolher, sujas de alguma coisa, algo vermelho que parecia o que corria em velocidade por suas veias. Não era a primeira ali. Ruídos, respirações próximas demais, medo, êxtase...
-Argh!
... Irritação. Uma atitude diferente, algo arriscado e perigoso. Talvez seja a primeira a fazer tal esforço e isso justificava as paredes pútridas. Correr, suar, fugir novamente só que com um rumo diferente.
-Aonde você está?
Ela estava pronta, sentia o sangue correr, o coração pulsar –talvez as ultimas pulsadas antes de parar. Tudo passava como um filme com sons abafados, tudo parecia algo muito irreal. E por que tudo isso?
“Porque, quando amanhecer, eu ainda estarei aqui e tudo irá ter valido a pena. Meus olhos estão bem abertos e o meu sorriso? Mais cínico que nunca”.

Then what is love?

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Em algum lugar, a muito tempo, algo foi criado. Uma simples junção de sentimentos, algo tão intenso que ainda não tinha nome. Assim, de um dia pra noite e de outra noite pro dia seguinte, eles o chamaram de amor, aquele sentimento singelo e sem denominação ou porque existente.

A muito tempo nós procuramos alguém que nos ame e alguém pra amar. A muito tempo, a cada nova geração, a cada novo pensar, um novo esteriotipo do amor é criado. E lembrar de que já choramos por amores falsos, aqueles antigos jeitos de pensar e sentir tão errônios.
Agora, no meu lindo hoje, posso refletir com cuidado, posso rever meus momentos, posso -simplesmente- pensar no meu 'o que é o amor'. Já escrevi sobre isso, já reli e inventei. Contei histórias inventadas e chorei escondido as histórias verdadeiras. Já guardei pra mim o errado e me desfiz do certo. Já menti sobre o amor e já o escondi.
E o que dizer depois de tudo isso? Já passei por muita coisa, já tenho guardada muitas lembranças e talvez cicatrizes demais. Mesmo assim eu ainda posso sentir essa sinceridade, esse sentimento ingenuo e lindo. Amor é algo tão simples que muitas palavras não explicam e é algo tão intenso que essas letras são poucas. Então o que é o amor? Vou rir da pessoa que quiser definir esse sentimento. Amor é algo pra cada pessoa, porém só poucos o conhecem de verdade, de forma plena e completa.
Então, se você acha o que é o amor, esteja pronto para mudar de opnião. Porque, a cada pessoa, a cada história, você conhece um lado desse sentimento até achar alguém que te faça ver o que é o amor de forma plena e completa. Eu te desejo sorte, porque eu consegui achar a minha pessoa.
Eu, realmente, te amo.

ARIRAIRIARI

sábado, 14 de agosto de 2010